Adriano Correia de Oliveira
Por Manuel Reis no seu Livro "ADRIANO Presente!

"Um conto de fados"

 

Um conto de fados"Adriano desde cedo se integrou em vários organismos culturais e desportivos da Associação Académica de Coimbra, deixando o curso de para actividade secundária. Tornou-se assim elemento do Orfeão Académico de Coimbra (onde ocupava o lugar de primeiro tenor), fazendo também parte do grupo universitário de danças regionais. No CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Académia de Coimbra), foi actor e colaborador.

Foi jogador de voleibol da Briosa e mais tarde colaborou nos Cadernos Culturais da Associação Académica.

A iniciação no fado aconteceu com Eduardo Melo. Adriano começou a assistir aos ensaios do Grupo Eduardo Melo, do qual faziam parte o irmão Ernesto Melo, Durval Moreirinhas e Eduardo.

Adriano tinha uma voz suave e triste, mas apesar de tudo potente."

"Adriano acompanhava este grupo durante as serenatas de rua. Nas noites mais frias em Coimbra, para manter as mãos quentes, a solução era, para os instrumentistas, pôr umas pedras ao lume, aquecê-las bem e depois envolvê-las em jornais. Colocadas nos bolsos, permitiam manter as mãos quentes, facilitando o dedilhar. Mas era necessário que alguém levasse os instrumentos... Adriano era uma espécie de aguadeiro: era o indivíduo que levava a viola de Durval Moreirinhas para que este pudesse manter as mãos quentes.

Até que um dia houve uma serenata em que o cantor, por um motivo qualquer, faltou. Como alternativa, Adriano teve que cantar porque conhecia todas as letras. Todo o grupo ficou surpreendido porque, se a voz não resultava no interior, ao ar livre era excelente e muito semelhante à de Zeca Afonso.

Este acontecimento foi uma conquista para Adriano, pois assim viu a sua oportunidade de integrar o grupo."

 

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